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!i!i Francisco Fiúza Blog i!i!

“Palavras, lugares e ideias de um curioso que gosta de ver o mundo por dentro.”

Rotas: A Veneza portuguesa

Francisco Fiúza, 28.10.25

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Há cidades que não se visitam, escutam-se. Aveiro é uma delas. O som que a define não é o ruído das buzinas nem o passo apressado das multidões, é o deslizar dos moliceiros sobre a água, o murmúrio das marés que se misturam com o tilintar das bicicletas.

Voltar a Aveiro é como regressar a uma canção antiga: familiar, mas sempre diferente. Há um compasso entre as fachadas de azulejos e o reflexo colorido que o canal devolve. Há o cheiro doce dos ovos moles, que parece colar-se à memória. E há o vento que vem da ria, leve e teimoso, a lembrar que o mar está sempre por perto, mesmo quando não se vê.

Passear por aqui é andar entre dois tempos: o das casas que resistem, com janelas que contam histórias, e o de um presente que se reinventa entre cafés, galerias e risos de estudantes. Em Aveiro, a água é espelho, e o viajante é sempre convidado a olhar-se nele, talvez para perceber o que ficou por dentro de cada partida.

No fim do dia, quando a luz se inclina e tudo ganha tons dourados, há um instante em que a cidade parece suspensa, e é aí, nesse silêncio breve, que percebo porque lhe chamam a Veneza portuguesa. Não é pelos canais. É pela beleza discreta de quem vive entre o reflexo e a realidade.

Rotas: Cegada na Venda do Pinheiro

Francisco Fiúza, 23.02.19

Nos meados do século passado, na Venda do Pinheiro e terras vizinhas pela altura do carnaval eram presenteadas com peças cómicas e sátira social. Este no a Liga dos Amigos da Venda do Pinheiro com a ajuda da Malta de Ponte de Lousa recrearam esta tradição já perdida.

Esta cegada tem como titulo "A força do Forcado" pelo grupo "Malta de Ponte de Lousa", às 17:00 no novo Parque Ecológico da Venda do Pinheiro, a entrada é livre.

Desde já, quero parabeniza-los pelo evento e desejo-vos muita merda para esse dia. 


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Rotas: Vila Nova de Milfontes

Francisco Fiúza, 23.10.18

10923645_830357907001229_7896192008256146031_n.pngHoje vou vos mostrar um pouco da história da nossa bem amada princesa do Alentejo.

 

No final da reconquista cristã, o litoral alentejano era um território escassamente povoado e desorganizado, como tal, o rei de Portugal D. Afonso III fez largas doações à Ordem de Santiago como recompensas pelo seu importante papel na guerra contra os mouros. Em 1486, D. João II fundou uma nova vila, no local chamado Milfontes, com o propósito de proteger e desenvolver as transacções comerciais. Desanexou o seu território do concelho de Sines, a que antes pertencia, e criou, deste modo, um novo concelho que durou entre 1486 e 1836.

Por se situar na costa, esta região era frequentemente assolada por piratas, que pilhavam e assaltavam a população e as embarcações. Nos séculos XVI a XVIII, o corso magrebino afligiu as costas portuguesas de forma dramática. Para fazer face a este clima de medo e instabilidade, no final do século XVI foi mandado edificar o forte de São Clemente (castelo de Milfontes).

Vila Nova de Milfontes era uma pequena vila piscatória e como sede de concelho nunca foi um pólo atractivo (no ano de 1801 tinha apenas 1559 habitantes), perdendo este título em 1836 quando foi integrado no concelho do Cercal e posteriormente (1855) no de Odemira ao qual ainda hoje pertence.

Esta localidade está ligada ao grande feito da aviação portuguesa que foi a primeira travessia área entre Portugal e Macau, realizada por Brito Paes e Sarmento Beires. Foi a 7 de Abril de 1924 que os pilotos partiram do Campo dos Coitos, junto a Milfontes, rumo ao Oriente. Em homenagem aos aviadores e ao seu feito histórico, foi erguido na Praça da Barbacã, junto ao forte, um monumento que recorda a heróica viagem. Note-se que o Comandante Brito Paes era natural do concelho de Odemira, mais concretamente de Colos.

 

Fonte: Wikipédia

Foto: Diogo Candeias

Rotas: Senhor Roubado

Francisco Fiúza, 18.10.18


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Hoje fui tratar de uns assuntos à capial, quando ia a caminho passei por uma localidade que achei piada ao nome e pensei que deveria ter uma história engraçada, essa çocalidade é onde fica a estação de Metro de Odivelas (Senhor Roubado).

 

aqui fica o que encontrei na minha pesquisa:

"Na manhã de 11 de Maio de 1671, a Igreja Matriz de Odivelas apresentava evidentes sinais de roubo, ocorrido durante a noite anterior. Os artigos roubados foram dois vasos sagrados, onde estavam guardadas as hóstias, imagens do Menino Jesus, de Nossa Senhora do Rosário, de Nossa Senhora do Egito e vestuário de outros santos. Logo após o alerta, nesse mesmo dia, foram revistadas todas as casas de Odivelas. Nos dias seguintes estendeu-se a revista à cidade de Lisboa e tendo a mesma chegado a quase todo o país: era a época da Inquisição, e a investigação ao roubo tomou proporções tais que o próprio Papa, Inocêncio XI, teve de intervir para impedir a violência sobre os cristãos-novos, através da suspensão do funcionamento dos tribunais religiosos durante 3 anos (1678-1681). Após um mês de intensas buscas e múltiplas inquirições, em 16 de Junho de 1671 foi encontrado parte do roubo escondido num silvado, no local onde mais tarde foi construído o Padrão do Senhor Roubado.

Os suspeitos do roubo foram muitos mas o verdadeiro autor do roubo foi apanhado por acaso, no dia 16 de Outubro, quando tentava roubar galinhas no Mosteiro de S. Dinis. Como trazia com ele alguns objetos do roubo da Igreja de Odivelas, logo se percebeu que era este o ladrão da Igreja. O roubo foi efectuado por António Ferreira, um pobre diabo que vivia sozinho em estado de miséria. António Ferreira confessou o crime um dia depois da sua prisão. Desde o dia da prisão de António Ferreira até à sua sentença, durante o processo inquisitorial, foi objecto de tortura, mesmo após já haver confessado.

A sentença inquisitorial do réu confesso foi executada no dia 23 de Novembro de 1671, constou em garroteá-lo e depois queimá-lo.

Toda esta história está retratada em 12 painéis de azulejos, em estilo de banda desenhada, muito mal tratados, no Padrão do Senhor Roubado. Hoje, este Padrão é um lugar de culto onde muitos crentes vão ao encontro da sua fé."

 

Conclusão, a justiça da altura era mais celere, será que havia menos gatunos?

 

fonte: wikipedia

 

Rotas: Alto Minho

Francisco Fiúza, 29.09.09

E mais uma rota, desta vez fui à zona do Geres, ou seja Valença do Minho, Vila Nova de Cerveira, Lindoso, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca.

Saímos de casa eram 4 e tal da manhã, paramos duas vezes pelo caminho rumo a Valença, onde pernoitamos e comemos.

Depois do almoço fomos visitar Vila Nova de Cerveira onde só tenho fotos tiradas no monte onde se encontra o Cervo. Depois fomos visitar Valença do Minho, local onde se põe vislumbrar as muralhas da fortaleza.

 

 

 

 

No segundo dia e depois do pequeno almoço fomos rumo à zona do Lindoso onde fomos ver os sequeiros e a barragem. Depois fomos a Ponte da Barca, onde era para ser um pic-nic, só que o pic-nic baseava-se numa sandes de pão fruta e um pacote de sumo. eu não fui nisso e fui comer uma boa posta barrosã lá num restaurante que estava de comer e chorar por mais. Depois fomos visitar Arcos de Valdevez depois rumamos as nossas casas.